sexta-feira, 4 de abril de 2008

Redes de Cooperação: Introdução



Uma das principais características do atual ambiente organizacional é a necessidade das empresas atuarem de forma conjunta e associada. Desta forma, surge como possibilidade concreta para o desenvolvimento empresarial, os modelos organizacionais baseados na associação, na complementaridade, no compartilhamento, na troca e na ajuda mútua, tomando como referência o conceito de redes advindo, principalmente da Sociologia. As redes de empresas representam uma forma de obter competitividade e sobreviver no mundo globalizado.
Frente a este novo cenário, as relações de cooperação são incrementadas visando reduzir justamente as dificuldades que se traduzem como “custos de transação” para as empresas, isto é, os custos que vão além dos custos de produção. A cooperação oferece a possibilidade de dispor de tecnologias e reduzir os custos de transação relativos ao processo de inovação, aumentado a eficiência econômica e, por conseqüência, aumentando a competitividade.

Requisitos essenciais para o nascimento e desenvolvimento de redes de empresas

A sobrevivência, das redes depende da discussão de três aspectos: a cultura da confiança, a cultura da competência e a cultura da tecnologia da informação.

1) Cultura de Confiança
Aspectos ligados a cooperação entre empresas, envolvendo aspectos culturais e de interesse de pessoas e empresas.
2) Cultura de Competência diz respeito às questões ligadas às competências essenciais de cada parceiro.
Engloba aspectos materiais até aspectos imateriais como os processos.
3) Cultura da Tecnologia de Informação
A agilização do fluxo de informações é vital para a implantação e o desenvolvimento de redes flexíveis.

A partir de inúmeros casos citados na bibliografia, parece claro que estas formas de cooperação têm efetivas possibilidades de conduzir as organizações a um desenvolvimento sustentável também no Brasil, já que sua inserção em um panorama globalizado e concorrencial mostrou ser definitiva. Esta possibilidade, aparentemente factível também para a realidade das pequenas e médias empresas (PMEs), permite vincular-lhes a estratégia a esta cooperação, visando a otimização da geração de valor para o cliente final da cadeia de produção.
É sem dúvida um caminho plausível para o desenvolvimento de empresas pequenas em uma economia globalizada, concorrencial e em busca de competitividade como a brasileira.
Fonte de pesquisa: http://www.scielo.br/

Redes de Empresas


As redes de empresas são formadas inicialmente com o objetivo de reduzir incertezas e riscos, organizando atividades econômicas a partir da coordenação e cooperação entre empresas. Na formação de redes entre empresas de pequeno e médio porte existe a possibilidade destas configurarem-se como redes flexíveis ou como redes de cooperação.
Muitos autores têm concordado que existe uma nova forma de organização econômica; outros admitem que está emergindo uma nova forma de organização social. Para ele, as trocas econômicas estão envoltas em um contexto particular de estrutura social, dependentes de conexões, interesses mútuos e reputação e pouco guiadas por uma estrutura formal de autoridade.

Trata-se, pois, de um modo de associação por afinidade de natureza informal e que deixa cada uma das empresas responsável pelo seu próprio desenvolvimento. É uma escolha de estrutura bem adaptada às PMEs para que este tipo de associação seja uma maneira de concretizar o lema“a união faz a força ”.
Fonte de Pesquisa: http://www.scielo.br/

Central de Negócios


A central de negócios da rede permite conquistar condições mais vantajosas. Com um volume maior de negócios, conquistam-se novos mercados, caem os custos na compra de matéria-prima, ajustam-se prazos de pagamento e pode-se buscar mais qualidade nos produtos adquiridos. Resultado: fica mais fácil oferecer ao consultor preços acessíveis e produtos melhores.

Fonte de pesquisa: http://www.ucpel.tche.br/edr/redes.htm

Central de Marketing


A central de marketing possibilita desenvolver campanhas publicitárias para a rede, melhorando a comunicação com os consumidores, fortalecendo a marca e firmando um conceito comum.

Teorias sobre Cooperação

Embora a composição de redes, alianças e de novas formas organizacionais esteja sendo vista como uma estratégia dos dirigentes das firmas face à turbulência e complexidade do ambiente organizacional, não existe uniformidade de conceitos para defini-las. É aceito que sua operacionalização se dá por meio de colaboração e esta tem variadas explicações teóricas para justificar sua existência.
A colaboração e sua ocorrência pode ser definida da seguinte forma: “Colaboração é um processo através do qual, diferentes partes, vendo diferentes aspectos de um problema podem, construtivamente, explorar suas diferenças e, procurar limitadas visões”. “Colaboração ocorre quando um grupo de “autonomous stakeholders” com domínio de um problema, se envolvem em um processo interativo, usando divisão de papéis, normas e estruturas, para agir ou decidir questões relacionados ao problema”. U EGESTÃO & PRODUÇÃO v.8, n.3, p.289-303, dez. 2001291
Para estes autores, todas as teorias organizacionais enfatizam que a complexidade ambiental, incerteza e turbulência estão entre os problemas enfrentados por uma organização e uma das suas principais tarefas é reduzir tais problemas a proporções controláveis. Os autores argumentam que para algumas teorias as organizações colaboram para reduzir e controlar os problemas, mas que nenhuma oferece um compreensivo modelo de colaboração.

Central para Alianças



É possível estabelecer parcerias com fornecedores, distribuidores, prestadores de serviços, consultorias para recursos humanos, entre outros. Dessa maneira, as empresas se qualificam e podem competir com mais força no mercado.

Fonte de pesquisa: http://www.ucpel.tche.br/edr/redes.htm